O Brasil precisa aprender com iranianos, ter armas, drones e túneis e prever todos os cenários
A escalada de agressões dos Estados Unidos contra o Brasil precisa fazer o país despertar e se preparar para todos os cenários possíveis. Sem reconhecer a ameaça e definir uma estratégia para contê-la por meio de instrumentos de dissuasão convincentes, o país permanece vulnerável e desguarnecido, convidando o agressor. O que o Brasil vai exibir de dissuasão no desfile de 7 de setembro?
Apenas neste ano, os Estados Unidos decapitaram a liderança de dois países. Na vizinha Venezuela, o presidente foi sequestrado com a primeira-dama. No Irã, o líder supremo foi assassinado em seu local de residência e de trabalho, com parentes e líderes do governo. Tanto Khamenei quanto Maduro estavam em meio a negociações com Trump e, mesmo assim, foram alvejados.
Nenhuma hipótese pode ser descartada. É preciso considerar que a vida do presidente Lula também está ameaçada.
O que mais as autoridades brasileiras estão esperando para tomar as decisões que lhes cabem numa situação como esta? Os sinais estão à vista de todos. Para Trump, Bolsonaro, Milei e a extrema-direita, o momento é agora. Surgiu visto a oportunidade para o rolo compressor da levar de roldão o Brasil. Lula é o único obstáculo.
A recente doutrina de segurança dos Estados Unidos declara sua ambição de dominação absoluta no hemisfério americano. O Brasil, por ora, impede essa progressão. A escalada do último ano abre o jogo: tarifas astronômicas, sanções diplomáticas e financeiras contra dezenas de autoridades, inclusive chefes do Poder Judiciário brasileiro, agentes dos Estados Unidos atuando de maneira descarada para desestabilizar o processo eleitoral em favor do candidato de extrema direita além de operadores serem enviados até mesmo ao presidiário condenado por tentativa de golpe de Estado, com plano de........
