Quando o povo participa, o Brasil acontece
PT 46 Anos: a reinvenção da mobilização na era da desinformação, diante de um cenário político e social cada vez mais complexo, torna imprescindível considerar a participação social, suas instâncias e mecanismos
Qual o caminho para mobilizar um Brasil polarizado? Essa é a questão central que ecoa em Salvador nesta semana, onde militantes, lideranças e simpatizantes se reúnem para celebrar os 46 anos do Partido dos Trabalhadores. Sob o lema “Quando o povo acredita, o Brasil acontece”, o PT não apenas olha para quase meio século de história, marcada por lutas, resistência democrática, conquistas e avanços, mas se projeta para um futuro repleto de dilemas às vésperas de uma nova disputa eleitoral, e esse encontro mais do que celebrar o partido e sua trajetória busca formular respostas para desafios urgentes: a comunicação em tempos de desinformação, as ameaças à democracia e à soberania nacional, e a necessidade de reconexão com as juventudes e as periferias. Diante de um cenário político e social cada vez mais complexo, para debater sobre mobilização popular é imprescindível considerar a participação social, suas instâncias e mecanismos e é nesse encontro que a resposta à questão que abre esse texto se manifesta...
O primeiro ponto dessa construção é o reconhecimento do caráter mobilizatório inerente aos espaços de participação social: os conselhos, as conferências nacionais e os fóruns são espaços político-pedagógicos de construção coletiva de demandas e soluções relacionadas às mais variadas questões sociais com incidência concreta nas políticas públicas. Para que a articulação entre mobilização popular e participação social se materialize o Partido dos Trabalhadores precisa adotar diretrizes para sua base com a orientação de que seus setoriais temáticos........
