Copas
Tal qual um craque da bola fazia suas firulas, o professor de Português buscava seus lances de efeito com as palavras. Durante a aula, criticava o silêncio do treinador na distante Copa de 1978. Em vez de comentar “Claudio Coutinho não dá entrevista”, batia de trivela: “Coutinho está fechado em copas”. Uma expressão do tempo dos cassinos para dizer que alguém não tá pra conversa.
Na prova final, o mestre ameaçava: “Quero todos fechados em copas, quem ficar de cochicho, leva cartão vermelho!”
O treinador Coutinho e o rígido professor já se mudaram para outros campos e, sobreviventes que somos, nos vemos abertos pra mais uma Copa, dessa vez a maior de todas.
Não há folga diante da enxurrada de jogos. São 48 seleções.
Nos últimos dias, em uma passagem pelo Rio de Janeiro, descobri que não tenho pela frente apenas uma Copa, são duas.
Uma é a Copa do Mundo, a da FIFA.
Outra é a Copa do Rio, a Copacabana.
É sobre essa que desejo escrever.
Copacabana, que os mais íntimos chamam simplesmente de Copa, são muitas. Tantas que é até........
