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Minerais críticos: a nova fronteira da disputa global, o desafio da soberania tecnológica e a geopolítica científica

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02.04.2026

A geopolítica contemporânea está sendo redesenhada por um conjunto de recursos que, até pouco tempo, permaneciam fora do debate público. Se o petróleo foi o eixo estruturante do poder no século XX, hoje parece que são os minerais críticos, especialmente as chamadas terras raras, que passam a ocupar posição equivalente. A diferença é que, desta vez, a disputa não se limita à energia: envolve tecnologia, defesa, transição climática e o próprio futuro das economias nacionais.

Minerais críticos são aqueles indispensáveis ao funcionamento de setores estratégicos e cuja oferta está sujeita a riscos de concentração geográfica ou instabilidade política. Entre eles, destacam-se as terras raras, um grupo de elementos químicos fundamentais para a produção de tecnologias avançadas. São insumos invisíveis ao consumidor final, mas presentes em praticamente tudo: de celulares e computadores a turbinas eólicas, baterias de veículos elétricos e sistemas militares de alta precisão.

O avanço da transição energética, impulsionado pela urgência climática, intensifica essa dependência. A substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis exige uma nova base material, fortemente apoiada nesses minerais. Ao mesmo tempo, a digitalização da economia e a corrida por inteligência artificial ampliam ainda mais a demanda. O resultado é uma transformação estrutural: os minerais críticos tendem a assumir o papel que o petróleo desempenhou no passado, reorganizando alianças, disputas e estratégias globais.

Nesse cenário, a posição da China é central. O país não apenas dispõe de reservas relevantes, mas, sobretudo, construiu ao........

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