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Guerra contra o Irã: a realidade do terreno define os parâmetros do conflito

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16.04.2026

Como é conhecido, as negociações entre EUA e Irã, no final da semana, em Islamabad, Paquistão, colapsaram. Os dois lados se retiraram, sem falar em voltar à mesa de negociação. O cessar-fogo, que nunca existiu de fato, porque Israel simplesmente o ignorou, pode ser formalmente desfeito a qualquer momento. É importante lembrar que quem pediu o cessar-fogo, já a partir da terceira semana de guerra, foram os EUA.

Na sofisticada estratégia desenvolvida pelo Irã desde o início da guerra, foi fundamental a pressão econômica, via controle do Estreito de Ormuz, cujas consequências são equivalentes às duas grandes crises petrolíferas dos anos de 1970 (em 1973 e 1978). Pelo Estreito de Ormuz não passa só petróleo e gás. Ele também é a rota de 30% do comércio mundial de ureia (fertilizante-chave para produção de alimentos), 20% do amoníaco, 8% do alumínio global e mais de 50% do comércio marítimo de enxofre, além de gás hélio, fundamental para a fabricação de chips e semicondutores, que são o cérebro de dispositivos como telefone, TV e computadores. Ou seja, ao controlar Ormuz, reduzindo significativamente o fluxo de navios, o Irã interrompeu uma das artérias centrais da economia mundial.

Desde a Guerra do Vietnã, os EUA não enfrentavam uma força antiaérea para valer. Os americanos, assim como os sionistas, estão acostumados a despejar bombas de aviões na cabeça de crianças, mulheres e idosos, sem nenhum risco de o inimigo revidar. Para o piloto, é quase como jogar videogame. É o que acontece em Gaza: os soldados israelenses têm medo de encarar o Hamas em solo, mas têm “coragem” para bombardear crianças e idosos a partir de caças, onde não correm nenhum perigo. No Irã, no entanto, a resistência armada começou a abater aviões. Somente no dia 3 de abril, abateram dois, incluindo um F-15E, um avião caça multifunção considerado, até então, imbatível.

Em um total estimado conservador (admitido pelas forças armadas americanas), pelo menos 2 caças tripulados 12 drones = 14 aeronaves foram abatidas diretamente pelo Irã. Mas os números totais podem chegar a mais de 20 aeronaves, incluindo danos........

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