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Polícia investiga crime de calúnia contra Alysson Mascaro e pode comprovar armação

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16.03.2026

A Polícia Civil de São Paulo começou a colher depoimentos no inquérito por calúnia aberto a partir de representação do professor Alysson Mascaro, alvo de denúncias que levaram à sua demissão da Universidade de São Paulo (USP), onde lecionou por quase trinta anos.

Mascaro foi acusado de crimes sexuais e de assédio moral em processo administrativo disciplinar (PAD) conduzido pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Como revelei nesta coluna, há indícios de que as acusações façam parte de uma campanha organizada.

Referência nacional nos estudos sobre marxismo, o professor foi acusado de usar a cátedra para manter relações sexuais com alunos. A fragilidade dessas acusações, porém, aparece com clareza na análise dos depoimentos e na constatação de que muitos deles não foram prestados de forma espontânea.

Em um testemunho que não foi considerado na decisão do PAD, surge a figura de um jornalista que mantém um canal no YouTube, apontado como elo entre um ex-aluno de Mascaro e o site The Intercept Brasil.

O relato é de um doutorando da USP que recebeu um e-mail sugerindo que encaminhasse denúncias a esse jornalista — que não é aluno da Faculdade de Direito. Desconfiado de que poderia estar em curso uma armação contra o professor, o doutorando decidiu “dar corda” para tentar descobrir quem estava por trás da mensagem.

O remetente se escondia sob o pseudônimo pachucanusp@proton.me, registrado em uma operadora sediada em Montenegro, no Leste Europeu. Em nenhum momento revelou sua identidade. Quando o doutorando negou qualquer conduta imprópria de Mascaro, a resposta veio em........

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