Michel Temer, Alexandre de Moraes e o caso Master: a engrenagem de poder por trás de decisões que exigem explicações
Na entrevista ao ICL, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou ter aconselhado o ministro Alexandre de Moraes a não julgar casos ligados ao banco Master. Ao chamá-lo de “companheiro”, Lula deixou escapar mais do que talvez pretendesse: indicou proximidade, sugeriu desconforto e, sobretudo, acendeu um alerta. Quando um presidente da República considera necessário orientar um ministro do Supremo a se afastar de um caso, não se trata de um detalhe. É um sintoma.
O pano de fundo dessa declaração é ainda mais revelador. A decisão mais importante para a sobrevivência do Master partiu justamente de Moraes: a recondução de Ibaneis Rocha ao comando do Distrito Federal. A partir dali, o banco ganhou fôlego. Intensificaram-se operações, ampliaram-se aquisições de carteiras — algumas reconhecidamente fraudulentas — e avançaram planos ousados, como a tentativa de venda ao BRB. Só não houve desfecho porque o Banco Central do Brasil barrou a operação, já sob a presidência de Gabriel Galípolo.
É nesse ponto que a política deixa de ser pano de fundo........
