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Defender Cuba é defender a América Latina

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23.06.2026

Há mais de 60 anos, o povo cubano, seu governo e seu Estado enfrentam uma perseguição ilegal e injusta da maior potência militar do planeta, o governo dos Estados Unidos. Democratas e republicanos disputaram no governo quem perseguia mais a pequena ilha socialista, alguns de forma mais explícita e outros, de modo mais dissimulado.

Esse bloqueio, cerco e perseguição foi operacionalizado sem os dois países estarem formalmente em guerra. Durante esses anos, os Estados Unidos aplicaram todas as táticas de cerco e destruição da guerra híbrida, descritas em detalhes no livro “Guerras híbridas – das revoluções coloridas aos golpes”, do analista geopolítico Andrew Korybko, tendo como fontes documentos das Forças Armadas estadunidenses.

As agressões representaram um bloqueio naval no comércio e a proibição de uso do dólar, do sistema financeiro Swift e de bancos americanos. Além disso, houve controle de remessas de divisas pelos familiares que vivem nos EUA e todo tipo de ameaça e ataques. Somam-se a isso ataques biológicos que destruíram lavouras de cítricos e outros produtos.

Mais recentemente, apertaram a corda com a punição aos turistas que forem a Cuba de não serem mais isentos da exigência de visto de entrada nos EUA. Essa medida afeta cidadãos da Europa, por exemplo, que iam aos milhares passar suas férias nas praias de um país que tem o turismo como importante fonte de receita de moedas estrangeiras.

A proibição de Venezuela e México fornecerem petróleo estrangula o setor energético do país, que depende do combustível para garantir o fornecimento de energia elétrica e para o plantio e a colheita de alimentos.

A radicalização do bloqueio........

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