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O Brasil entre os juros e a desigualdade

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23.08.2026

Os brasileiros se encontrarão nas urnas no dia 4 de outubro. Mais do que escolher nomes, estaremos diante de uma decisão sobre o Brasil que queremos construir para os próximos anos. E uma pergunta se impõe: quais elementos orientarão a decisão dos eleitores?

Não existe resposta simples. O voto é resultado de muitos fatores: da experiência concreta de cada cidadão, das condições de vida de sua família, das expectativas em relação ao futuro, das informações que recebe e, cada vez mais, das narrativas que circulam pelas redes sociais. Mas há questões objetivas que não podem ficar fora desse debate. Uma delas é o mal causado pelo rentismo.

O ex-ministro José Dirceu, em recente artigo publicado no caderno Ilustríssima, da Folha de São Paulo, aborda um aspecto central dessa questão: o peso dos juros e do sistema financeiro sobre o desenvolvimento brasileiro. Seu argumento merece atenção porque enfrenta um tema muitas vezes apresentado como se fosse exclusivamente técnico. Afinal, a definição da taxa de juros não é uma decisão neutra: envolve escolhas de política econômica e produz consequências concretas sobre o crescimento, o investimento, o emprego e a vida das pessoas.

“É evidente que responsabilidade fiscal é importante. Nenhum Estado pode administrar suas contas de maneira irresponsável. Mas transformar o equilíbrio fiscal na explicação para todos os problemas da economia brasileira é uma simplificação”, afirma o ex-ministro.

De fato, precisamos........

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