Ameaças sincronizadas à reeleição do Lula
A estratégia golpista da extrema-direita no STF com as manipulações de André Mendonça para impedir a reeleição de Lula e eleger Flávio Bolsonaro foi interceptada pelo contragolpe de Flávio Dino.
Apesar disso, no entanto, a dinâmica golpista não terminou; seus desdobramentos ainda são imprevisíveis, mas a reação a tempo deteve o curso dos acontecimentos antes que evoluíssem para um quadro irreversível e de consequências trágicas para nossa democracia.
Ainda que extremamente perigosa, esta não é a única ameaça à reeleição do presidente Lula. E ela se sincroniza com outras ameaças que, ainda que possam ter centros de comando distintos, confluem no objetivo comum de derrotar Lula, inclusive por meio de operações criminosas.
A ameaça do golpe no STF
Ao longo dos meses como relator que conduziu de modo enviesado os casos Master e INSS, André Mendonça conseguiu a proeza de fixar na opinião pública a ideia de que o governo Lula seria responsável pelos mega-escândalos de corrupção de bolsonaristas e aliados.
Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro desapareceram do noticiário produzido com vazamentos criminosos originados no gabinete de Mendonça. E Fábio Luís passou a ser citado pela mídia como uma espécie de “CEO da corrupção” no Brasil.
Especialistas em pesquisas avaliam que a atuação de Mendonça pode ter sido o fator relevante que influenciou as pesquisas eleitorais e reacendeu a expectativa de vitória do bloco anti-Lula, que então animou um movimento comum de atores econômicos, midiáticos e políticos –não só........
