Potência sem estratégia: agora com os resultados à vista
O leilão de potência realizado pelo governo federal confirmou o que muitos técnicos e agentes independentes já alertavam: o Brasil está respondendo a um problema novo com instrumentos velhos, caros e capturados por interesses conhecidos.
O resultado fala por si. Foram contratados quase 19 GW de potência. Desse total, cerca de 80% vieram de termelétricas a gás natural. Houve ainda contratação de térmicas a carvão e ampliação de hidrelétricas. O deságio foi baixo, a competição foi limitada e os principais vencedores foram justamente os grandes grupos já posicionados nesse mercado, com destaque para Eneva, Petrobras e J&F.
E a conta também já começou a aparecer. As estimativas apontam custo total superior a R$ 500 bilhões ao longo dos contratos, com potencial impacto relevante nas tarifas de energia. A indústria alerta para perda de competitividade e o consumidor residencial, mais cedo ou mais tarde, pagará essa diferença na conta de luz.
O mais grave é que isso está sendo feito enquanto o país........
