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A bomba do fim do mundo explode no colo do Brasil

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15.06.2026

Quando uma comentarista da GloboNews chama uma proposta de "pauta do fim do mundo", um editorial de O Globo fala em irresponsabilidade fiscal e um ministro do Supremo alerta para despesas sem fonte de custeio, vale a pena prestar atenção. 

Foi exatamente isso que aconteceu após a aprovação, no Senado, de um conjunto de medidas lideradas por Davi Alcolumbre e que, segundo estimativas amplamente divulgadas, podem produzir impacto superior a R$ 200 bilhões nas contas públicas. 

A controvérsia já ultrapassou os limites da disputa entre governo e oposição e transformou-se numa discussão sobre poder, responsabilidade fiscal e governabilidade. 

A conta não é de Alcolumbre 

O principal projeto aprovado pelo Senado permite utilizar receitas do pré-sal para financiar descontos e renegociações de dívidas do setor rural. Seu impacto pode alcançar R$ 140 bilhões ao longo da próxima década. 

Outras propostas ampliam pisos salariais e criam despesas permanentes sem fontes claras de financiamento. Somadas, podem representar mais de R$ 200 bilhões em novos compromissos para os cofres públicos. 

O problema é simples. 

Quem aprova essas medidas não paga a conta. 

A força política da manobra está justamente aí. 

Alcolumbre coloca Lula diante de uma escolha difícil. 

Se sanciona as medidas, assume o risco de ampliar o desequilíbrio fiscal. 

Se veta, compra uma guerra política com setores influentes do agronegócio, corporações organizadas e a maioria parlamentar que........

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