O antijogo democrático
O dia 1º de outubro de 2026 ficará marcado por uma sucessão de movimentos do antijogo democrático. Quem controla a agenda pública, quem define as regras do confronto político e, sobretudo, quem tem o poder de escolher quando, onde e como o eleitor terá acesso aos candidatos e às suas propostas.
O último debate presidencial da TV Globo foi cancelado horas antes de iniciar; o TSE proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Lula e de permitir que os demais candidatos fizessem perguntas dirigidas ao ausente. Em seguida, uma decisão do STF autorizou a participação de Renan Santos, do Missão, e com isso, mais uma vez, Flávio Bolsonaro, que até então havia confirmado presença, mesmo sem Lula, anunciou sua desistência pouco depois. A Globo, então, cancelou o debate.
É o antijogo democrático em funcionamento: um movimento provoca outro, uma decisão altera as regras, uma candidatura recua, uma emissora cancela e, no fim, o eleitor fica sem o confronto que deveria encerrar a primeira etapa da campanha presidencial.
O que o presidente Lula fez foi uma jogada política extremamente estratégica. Desde o início, ele deixou claro que não participaria do debate da Globo e que, no mesmo horário, faria uma transmissão ao vivo pelo Flow Podcast. A decisão foi........
