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Brasil desperta, mas ainda precisa se mover

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25.09.2026

O Brasil não é mais o gigante adormecido. O país já acordou e começa a enxergar com mais clareza as forças que disputam seus rumos. De um lado, um governo que apresenta resultados e precisa transformar desempenho em apoio social. De outro, a permanência do bolsonarismo como força política capaz de disputar novamente o poder.

“Passamos quatro anos e a realidade é a mesma. Estamos com as mesmas dificuldades. O que fizemos nesses quatro anos? Por que não atingimos um índice melhor agora?”

Os partidos de esquerda o que fizeram neste período?

A dificuldade aparece em transformar quatro anos de governo em uma percepção social suficientemente forte para sustentar mais quatro anos. Por que as ações realizadas não conseguiram produzir uma mudança mais profunda na percepção de parcela expressiva da população?

Às vésperas da eleição, o Datafolha de setembro mostra 42% de avaliação negativa contra 34% positiva. Na Ipsos-Ipec, são 43% de avaliação ruim ou péssima e 33% de ótima ou boa. Na mesma pesquisa, 45% dizem que o governo está pior do que esperavam, enquanto apenas 24% consideram que está melhor.

Quatro anos de governo deveriam produzir uma narrativa de futuro. Mas o debate eleitoral continua preso ao passado. Lula disputa novamente contra o fantasma do bolsonarismo, enquanto Flávio Bolsonaro apresenta-se como continuidade política do pai. A eleição corre o risco de ser decidida mais pela rejeição ao adversário do que pela capacidade do governo de apresentar aquilo que pretende fazer no próximo ciclo.

A roda da política acaba girando em torno do viés eleitoral e, muitas vezes, de forma despolitizada, presa à disputa imediata, às pesquisas, aos personagens e aos acontecimentos do momento. A discussão sobre um projeto de país acaba........

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