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Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil

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09.02.2026

O Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil é um documento publicado em setembro de 2020 pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Coordenado por Guilherme Mello (atual secretário de Política Econômica) e Aloizio Mercadante (atual presidente do BNDES), o plano foi elaborado como uma proposta alternativa ao governo de Jair Bolsonaro e serviu como o embrião do programa de governo de Lula para as eleições de 2022.

O documento propõe mudanças estruturais na condução da política econômica e no papel de instituições-chave, sendo os seguintes pontos os mais relevantes para entender as propostas coordenadas por Mello:

A primeira seria a ampliação do papel do Banco Central do Brasil (BCB). O plano defende que sua missão institucional seja expandida. Além da estabilidade monetária, a autoridade passaria a ter uma preocupação explícita com o nível de emprego e com o crescimento econômico. O BCB não seria alheio às desigualdades sociais brasileiras, integrando essas dimensões em sua atuação.

A segunda seria a mudança no Regime de Metas de Inflação. Uma das sugestões centrais é o ajuste desse sistema, em vigor desde o início de 1999, propondo a construção de um novo indicador para orientar a definição da taxa Selic. O plano sugere dar maior peso ao núcleo da inflação.

Essa medida estatística calcula a variação de preços excluindo itens voláteis (como alimentos in natura e combustíveis), não persistentes ou variações extremas, focando na tendência de longo prazo. Diferentemente do índice cheio (IPCA), remove choques temporários para identificar a inflação persistente e auxiliar o Banco Central na definição da taxa de juros. Esse método já é utilizado por diversos outros países.

A terceira seria a regulação de capitais e câmbio. O documento prega a adoção de uma “regulação inteligente” sobre o fluxo de capitais (entradas e saídas) e sobre posições especulativas no mercado futuro. O diagnóstico do plano é que a sobrevalorização da moeda nacional (queda da taxa de câmbio), nos últimos 31 anos, contribuiu para a desindustrialização do país, sendo necessário desarmar essa........

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