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Pecados capitais em finanças

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30.06.2026

Esta é a lista dos pecados ameaçadores da salvação patrimonial e a harmonia do circuito do dinheiro. É comum lançar falsas acusações sobre o sistema financeiro nacional.

1º. Tratar um banco como mero intermediário financeiro de canalização da poupança para o investimento.

Ao cometer esse pecado venial, o agente econômico percebe o papel imprescindível do sistema bancário. O crédito antecede o investimento, a produção, a renda e, daí, pela diferença diante do consumo, a poupança. 

Esta, na realidade, é aplicada como investimento financeiro. Captado por bancos, lastreia a concessão de novo crédito. O circuito financeiro vive dessa retroalimentação, coitado.

2º. Esnobar banco e não usá-lo para fazer pagamentos digitais, tomar financiamento para a própria moradia e enriquecimento para a aposentadoria. 

Todos os crentes nas finanças são clientes voluntários do sistema financeiro nacional. Senão, cometem um pecado capital ou mortal e não sobrevivem nesse mundo real da “financeirização”.

Porém, é pecado denegrir seu santo nome como fosse uma “financeirização parasitária”. Ela é dinâmica, afinal, o crédito ampliado cresceu na economia brasileira de dezembro de 2021 a dezembro de 2025 o mesmo percentual de crescimento do PIB: 46%. 

Entretanto, o crescimento nominal do PIB foi de R$ 8,7 trilhões a R$ 12,7 trilhões no período, montante inferior crescimento do crédito ampliado de R$ 15 trilhões a R$ 22 trilhões. Por este aumentar R$ 7 trilhões e aquele R$ 4 trilhões, a relação crédito / PIB evoluiu de 148% em 2022 a 163% em 2025, ou seja, o crédito “puxou” a renda!

Vale lembrar: o crédito ampliado no início de sua série temporal, em 2013, era R$ 6 trilhões (multiplicou mais de três vezes em doze anos) e o PIB era R$ 5,3 trilhões. Este se multiplicou em 2,4 vezes nesse período. O crédito arrastou o PIB...

O crédito ampliado em 2025 era composto por empréstimos bancários (36%), títulos de dívida pública (36%), títulos de dívida privada (12%) e dívida externa (16%). Em 2015, a composição era 42% empréstimos, 27% títulos públicos, 5% títulos privados e 25% dívida externa. Logo, aumentou a........

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