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China reduz o custo de criar filhos

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24.01.2026

Assim como a China aplicou durante 36 anos uma rígida política do filho único, que marcou gerações e acompanhou seu acelerado processo de desenvolvimento, na última década o país teve de desmontar esse imperativo de Estado para enfrentar uma crise demográfica que hoje afeta grande parte do planeta. Em uma virada de 180 graus, Pequim promoveu uma abertura urgente daquela severa planificação social, lançou mão de todas as receitas conhecidas e até tentou estratégias que despertaram adesões, rejeições e algumas ironias.

Nesse contexto, nos primeiros dias de 2026 foi anunciado um novo programa destinado a elevar os padrões de atendimento nas 126 mil creches e serviços de cuidado infantil, que hoje oferecem cerca de 6.660.000 vagas em todo o país. Embora pareça contraditório, a intenção oficial é fazer com que esses espaços não apenas existam, mas funcionem bem, ao mesmo tempo em que se aplica uma redução de 29% nos preços cobrados pela jornada integral.

Essa decisão política de aliviar o orçamento das famílias é o eixo de um conjunto de medidas que pretende mudar o humor social em relação à possibilidade de ter filhos. Trata-se de uma necessidade com caráter de urgência, considerando que o índice populacional chinês está em queda livre pelo quarto ano consecutivo, segundo relatório da Agência Nacional de Estatísticas (NBS), divulgado nesta semana.

“O objetivo é ampliar as opções de cuidado infantil e estabelecer um sistema público diversificado, seguro e de alta qualidade a um preço acessível”, afirmou o presidente do Comitê de Educação, Ciência, Cultura e Saúde Pública da APN, Luo Shugang, ao........

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