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Da baixeza dos mandatos terceirizados à altivez do Brasil no G7

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20.06.2026

Nesta semana, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo crime de coação no curso do processo. A Corte concluiu que ele buscou emparedar o Judiciário por meio de pressões econômicas e internacionais, durante o julgamento que condenou seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. Dos cinco Bolsonaro, já temos dois condenados pelos crimes cometidos e, portanto, inelegíveis para o bem do país. A sentença reforça o desmonte progressivo da influência política do clã, que agora vê também Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentar forte desgaste eleitoral após o avanço das investigações sobre os repasses milionários de Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse e outras suspeitas que derretem sua pré-candidatura. Menos um Bolsonaro para tornar o povo brasileiro refém de investidas autoritárias, conspirações golpistas e atos de traição à pátria.

No Congresso, o tapete de alguns parlamentares já não consegue esconder tanta sujeira. Aos poucos, os detritos varridos para baixo dele começam a aparecer à luz do dia. Em 16 de junho, vieram à tona novos fatos que ratificam a união umbilical entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. 

Para quem, em 2025, posou de paladino no Estúdio i, da GloboNews, ao afirmar que o principal entrave do governo federal era a figura do Lula, que acabou se isolando e exercendo um papel meramente protocolar de chefe de Estado. A pergunta inevitável para Ciro Nogueira é: o que restou de tanta empáfia política?

O que sobrou desse senador vil? Justo ele, que àquela altura já desfrutava sorrateiramente de um generoso cardápio de benesses financiadas por Vorcaro, entre viagens nababescas e hotéis de luxo, além de embolsar do ex banqueiro uma mesada sistemática pela terceirização do próprio mandato. O que restou, afinal, da soberba desse parlamentar que se julgava poderoso o suficiente para usar a mídia como auto promoção e para alvejar o governo federal, enquanto operava na sombra de um 'toma lá, dá cá' lucrativo com o protagonista do maior escândalo financeiro do país. Um esquema que, pelas revelações semanais, transforma Vorcaro e seu grupo familiar em uma caricatura perfeita e perigosa de uma organização mafiosa.

Enquanto o senador piauiense desferia seus ataques na mídia, o governo federal focava na agenda econômica e social. De um lado, articulava o Novo PAC para alavancar investimentos em saúde, educação e saneamento básico por meio de parcerias público-privadas, de outro, lançava o primeiro programa Desenrola para renegociar dívidas e reaquecer o mercado de trabalho e renda. Esse período também se notabilizou pelo avanço de pautas históricas, com destaque para a aprovação de medidas de longo prazo, como a sanção da Reforma Tributária.

Fica cada vez mais evidente o fosso que separa a pauta de reconstrução das forças progressistas, focadas no desenvolvimento social e econômico, de um Congresso Nacional sequestrado por políticos deletérios e individualistas, dominado por uma maioria que une a direita oportunista e a extrema-direita. Parte do parlamento transformou-se em um espaço de negócios para parlamentares obcecados........

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