Por Kleber Mendonça e Wagner Moura, o Brasil e sua história estão nas telas
O ator Wagner Moura, ao receber o seu Globo de Ouro, na noite de ontem (11/01/2026), enchendo de orgulho à Nação brasileira, disse que “a ditadura é uma ferida aberta” e que os seus ecos deram concretude a Bolsonaro, fazendo o Brasil sofrer com esse período fascista.
Moura fez pela história, o que os estudiosos estão tentando durante os últimos 10 anos, desde que as articulações da caserna, nas pessoas do general Eduardo Villas Bôas e do general Sergio Etchegoyen, se juntou ao então vice-presidente Michel Temer e levaram ao impeachment a então presidente Dilma Rousseff, unindo, dessa forma, passado e presente.
Ao fazer o link entre a ditadura e o período Bolsonaro, apontando que um tinha sido consequência do outro, o ator realizou, enfim, a cristalização do que vimos falando ao longo desses anos. A impunidade da ditadura nos legou 2016. Com isso, Wagner Moura mais uma vez elucidou o verdadeiro papel da cultura na vida de um país: dar conta de levar ao público o que a academia e os historiadores não conseguem,........
