O mimimi de Bolsonaro joga luz na dura realidade do sistema prisional
O complexo prisional da Papuda, no Distrito Federal, abriga cinco unidades: três destinadas aos detentos do regime fechado, uma para os de regime provisório e uma para os que já estão no sistema semiaberto.
No Centro de Detenção do Regime Fechado encontram-se presos 8.519 apenados, somadas as três unidades. No Centro de Detenção Provisório são 2.968 custodiados e no Centro de Internamento e Reeducação – semiaberto -, são 3.022. Ao todo o total de presos, hoje, no Distrito Federal é de 16.192 detentos.
Levando-se em conta que o Brasil tem mais de 900 mil presos em todo o sistema carcerário, sendo o detentor da terceira posição (atrás apenas dos EUA e China), alguém vai dizer que não é um número tão grande. No entanto, quando se leva em conta a proporção de presos além das vagas ofertadas, vem o choque: as vagas disponíveis aos presos no DF são de um total de: 9.005. Isto mesmo: quase a metade do espaço pessoa/vaga. Se alguém considerar que esse é um quadro suportável, que atire a primeira cama com grades de proteção.
Jair Bolsonaro, ao espernear, soluçar, ir e vir de ambulância e movimentar espaços na mídia com as suas queixas, joga luz nas condições do quadro carcerário. Nesse caso, o do Distrito Federal. Para não ficar no número cheio (16.192 detentos para 9.005 vagas), que não dá bem a dimensão do arrocho dentro das unidades, vamos detalhar o empacotamento de presos para começarmos a falar de “desrespeito aos direitos humanos”. Quem diria que viríamos juntar a expressão ao nome de Jair Bolsonaro, um dia...
Nas........
