Função de Caiado na eleição é ganhar indecisos para Flávio Bolsonaro
Na Câmara dos vereadores a movimentação era intensa naquele 17 de outubro de 1989. No plenário os vereadores articulavam as últimas alianças para a votação do impeachment da presidente da casa, Regina Gordilho (PDT). Regina pagou caro pela demissão de cerca de 500 funcionários fantasmas. Lá fora, em tempos em que a Avenida Rio Branco era o centro nervoso do Rio – antes da pandemia e das reformas no trânsito para dar passagem ao VLT -, o ir e vir de transeuntes era o frenesi da hora do almoço. Reunidos no saguão da Câmara, os jornalistas aguardavam o desfecho. De repente um burburinho se transformou em gritos nítidos: “assassino”, “assassino”. Corremos para a porta principal. Em um jipe com a capota arriada, vinha Ronaldo Caiado, acenando.
Naquela época, 1989, a um mês da primeira eleição presidencial pós ditadura (inaugurada em 1964, num dia como hoje, um primeiro de abril), ser de direita era constrangedor. Caiado tinha........
