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Lula lança candidatura propondo o projeto de país que faltou ao terceiro mandato

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03.08.2026

A convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada neste domingo (2), em São Paulo, foi muito além da homologação das candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e de Geraldo Alckmin à Vice-Presidência.

Entre as convenções presidenciais realizadas até agora, foi a única a colocar no centro do debate uma agenda articulada para o país. Lula apresentou quatro prioridades para um eventual quarto mandato: educação, política para a população idosa, fortalecimento da defesa nacional e transformação das terras raras em vetor de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial.

A novidade não está apenas na diferença em relação aos lançamentos das demais candidaturas, marcados sobretudo pela formação de alianças, pela mobilização das bases partidárias e pelas críticas aos adversários. Está também no contraste com o próprio terceiro mandato de Lula.

O projeto que faltava

Eleito em 2022 sob a bandeira da reconstrução democrática e institucional, Lula recebeu um Estado profundamente enfraquecido após os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro. A equipe de transição identificou o desmonte ou o esvaziamento de políticas públicas em áreas estratégicas, ao lado da redução da capacidade de planejamento e coordenação do Estado.

Reconstruir tornou-se, portanto, a prioridade do novo governo.

A retomada de programas sociais, o relançamento do Novo PAC, a criação da Nova Indústria Brasil e a recuperação de investimentos públicos foram iniciativas importantes. Mas elas não chegaram a constituir, perante a sociedade, um projeto nacional claramente identificável, capaz de organizar a ação governamental em torno de objetivos estratégicos de longo prazo.

O governo avançou por meio de retomadas, correções e programas setoriais. Em grande medida, administrou os efeitos do desmonte herdado.........

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