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“Sobrevivendo no Inferno”: memória, racismo e violência de Estado

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29.06.2026

No dia 26 de junho foi celebrado o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura. Em um país que convive com recorrentes tentativas de apagar sua própria história, lembrar dos tempos de exceção é um ato político. A memória não serve apenas para homenagear vítimas do passado. Ela é indispensável para compreender o presente e impedir que velhas tragédias continuem sendo naturalizadas.

A Faculdade de Saúde Pública da USP marcou a data com o seminário “DitaduraS: Memória, Racismo, Tortura e Assassinato”, idealizado pelo professor Carlos Botazzo em parceria com o Centro de Memória da FSP-USP e o Museu Histórico Carlos da Silva Lacaz (FMUSP). O encontro relacionou os crimes da ditadura militar com a persistência da violência de Estado no Brasil contemporâneo, debatendo racismo, tortura, desaparecimentos e o genocídio da população negra. Entre as pesquisadoras convidadas esteve a historiadora e ativista dos direitos humanos Vera Lúcia Vieira, professora da PUC-SP.

Nesse exercício de memória, vale recordar a CPI do Assassinato de Jovens, concluída pela Câmara dos Deputados em 2015. Após meses de audiências e análise de dados, a comissão concluiu que a juventude........

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