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Eleições apáticas e candidato zebrado

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31.08.2026

A campanha eleitoral começou bastante anódina. Sem grandes emoções, nada de extraordinário, sem comoção no eleitorado, sem graça. Algumas análises e recortes de pesquisas indicam que a disputa presidencial pode ser marcada pela apatia. Mas como a política é marcada pelo imprevisto, pelo acaso, pelas contingências e, também, pela criatividade, esse clima de apatia inicial pode ser revertido.

Por enquanto, a apatia se sobrepõe. Há nisso um paradoxo: como as eleições ainda são marcadas pela polarização entre esquerda e direita, a lógica indicaria uma luta renhida, alto engajamento, mobilizações e exasperação de paixões.

Mas, desta vez, a polarização parece se combinar mais com cansaço, exaustão, fadiga e até desânimo. O engajamento negativo supera o positivo: “vamos derrotar Flávio Bolsonaro porque ele será um grande mal para o Brasil” e “vamos derrotar Lula porque ele representa as forças malignas, demoníacas”. Flávio e Lula estão enredados por alta rejeição. A disputa parece se definir não por quem acertar mais, mas por quem errar menos. Qualquer erro poderá ser fatal.

O governo Lula 3 não gerou entusiasmo. Foi um governo passivo, com vários problemas, como comunicação ruim. As avaliações negativas do governo são levemente superiores às positivas, tônica marcante desde 2024. Poucas vitórias, poucas marcas, sem um destino de chegada.

Há uma correlação forte entre avaliação de governo e desempenho nas intenções de voto. O governo e a campanha parecem negligenciar este aspecto. Nesse início de campanha, a centralidade deveria ser a divulgação das realizações do governo, pois se a avaliação melhorar, melhora também o desempenho eleitoral e reduz a rejeição.

Na pesquisa Quaest de agosto, no voto........

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