Mundial em alerta vermelho: os desafios ambientais para a saúde e no desempenho dos jogadores
Pela primeira vez, o campeonato do Mundo de futebol decorre em três países, Estados Unidos, México e Canadá, abrangendo uma vasta área geográfica, com cidades anfitriãs separadas por milhares de quilómetros.
Esta dispersão expõe os atletas a uma combinação única de fatores ambientais com potencial para influenciar a saúde e o desempenho competitivo. Entre os principais desafios destacam-se o calor extremo, a altitude, a poluição atmosférica, bem como as exigências associadas às viagens. Nenhuma edição anterior do Campeonato do Mundo reuniu simultaneamente estes quatro fatores de risco.
Embora alguns dos desafios ambientais identificados tenham estado presentes em anteriores Campeonatos do Mundo, como o calor no Campeonato do Mundo no Brasil em 2014 ou a altitude na África do Sul em 2010 e no México em 1970 e 1986, nunca uma única edição reuniu uma combinação tão complexa.
Os encontros da Seleção portuguesa frente à República Democrática do Congo e ao Uzbequistão, agendados para Houston às 13h00, poderão decorrer sob condições de calor intenso. A análise utiliza o índice WBGT (Wet Bulb Globe Temperature), uma medida que combina temperatura, humidade, radiação solar e vento para avaliar o risco térmico para a atividade física. A situação poderá ser mais preocupante no encontro entre Colômbia e Portugal, último jogo da fase de grupos marcado para Miami às 19h30, esperando-se um WBGT de 30 °C.
As recomendações internacionais para a prática de exercício em ambientes quentes variam entre organizações. O American College of Sports Medicine (ACSM) sugere limitar ou cancelar atividade física intensa quando os valores de WBGT atingem valor superiores a 30 ºC, enquanto a FIFA prevê pausas de hidratação e arrefecimento durante os jogos quando o WBGT ultrapassa os 32 °C.
Por outro lado, a........
