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O Mundial de 2026 e a reconfiguração do futebol como ativo estratégico global

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12.07.2026

Hoje, um Mundial é muito mais do que uma prova desportiva. É uma montra global que influencia a valorização de jogadores e clubes, desperta o interesse de investidores, acelera processos de internacionalização e reconfigura o mapa económico do desporto.

O Campeonato do Mundo de 2026, o primeiro coorganizado por três nações (Estados Unidos, Canadá e México) e o maior de sempre, com 48 seleções e 104 jogos, está em pleno curso, e com ele confirmam-se todas as tendências que vinham a redesenhar o futebol enquanto indústria global.

O desporto rei deixou de ser movido exclusivamente pela paixão dos adeptos e pelo bairrismo das comunidades locais para se assumir, de forma descomplexada, como uma das indústrias mais dinâmicas, lucrativas e atrativas do mundo, onde os clubes são cada vez mais encarados como ativos estratégicos de alto rendimento.

A dimensão económica deste Mundial ilustra bem essa transformação. As receitas da FIFA deverão situar-se entre os 11 e os 14 mil milhões de dólares, impulsionadas pelos direitos televisivos, patrocínios globais e programas de hospitalidade. Nos países anfitriões, o impacto económico deverá ultrapassar os 9 mil milhões de dólares, beneficiando setores como o turismo, a hotelaria, os transportes e o retalho. No entanto, o efeito mais relevante produz-se para lá dos relvados com a crescente capacidade do futebol para atrair capital privado, corporativo e institucional.

O Campeonato do Mundo funciona como um poderoso........

© A Bola