Quinhentos anos depois, o futebol voltou a posicionar Portugal como uma marca global
A apenas quatro anos de distância, como é que Portugal se vai apresentar no Mundial 2030?
O Mundial 2030 será muito mais do que a maior competição de futebol alguma vez organizada em Portugal. Durante um mês, milhares de milhões de pessoas acompanharão diariamente a competição.
Nunca Portugal dispôs da oportunidade de beneficiar de uma plataforma global desta dimensão.
O futebol deixou de ser apenas um jogo. Transformou-se no maior espaço de representação internacional dos países e, simultaneamente, no último grande espaço de pertença das sociedades. Enquanto quase tudo divide — a política, as redes sociais, as ideologias ou as gerações — a camisola da Seleção Nacional continua a unir e a representar um país.
É precisamente por isso que o Mundial 2030 não será apenas um desafio desportivo. Será uma escolha estratégica: que imagem queremos projetar de Portugal?
No meio de todas as urgências com que diariamente somos confrontados, quem está a liderar a definição dessa estratégia? E quem a vai executar?
O Mundial 2026 deixou conclusões importantes. Além de Espanha, também a Noruega e Cabo Verde foram campeões. Não por terem conquistado o título, mas porque aproveitaram a competição para dizer ao mundo quem eram.
A Noruega recuperou, sem qualquer complexo, a herança viking e transformou-a numa narrativa contemporânea. Os símbolos, a comunicação e os adeptos fizeram da História uma vantagem competitiva.
Cabo Verde fez o mesmo à sua escala. Um pequeno país apresentou-se com a sua........
