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Os campeões do Mundo

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Em Portugal, o hábito é contestar. A crítica aos árbitros e às arbitragens apontam, muitas vezes, a razões pessoais, e tornam-se, pela transversalidade das redes sociais e pela sua voracidade, impensáveis e inadmissíveis.

João Pinheiro chega ao Mundial de futebol e conquista uma presença de inegável prestígio e qualidade. Arbitra três jogos (Suíça-Bósnia e Herzogovina, Canadá-África do Sul e Argentina-Suíça) e é quarto árbitro de Danny Makkelie no Marrocos-Haiti.

Enquanto no país se multiplicam, com absolutas responsabilidades da comunicação social, as questiúnculas e críticas, as dúvidas e questões, num país pequenino em tantas coisas e muito pouco virado para o engrandecimento e qualificação dos que, realmente, fazem a diferença quando em cotejo internacional de grandes responsabilidades, João Pinheiro segue o seu caminho, com Luciano Maia e Bruno Jesus, e permanece numa task force de treze árbitros para os jogos finais da competição, após ter obtido excelentes avaliações nas três partidas em que foi árbitro central.

Fica naturalmente sem nomeações para os quatro jogos finais, em que a geopolítica do apito fala mais alto e é importante ser equilibrado nas nomeações. Com ele, também sem jogos, ficam Marciniak, Sampaio, Faghani…

João Pinheiro é um árbitro ainda jovem (38 anos), e consigo aporta a possibilidade óbvia de ser designado para o Mundial de 2030, em Espanha, Marrocos e Portugal. Poucos imaginam a capacidade técnica, física e psíquica........

© A Bola