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O brilho de Carlos, Alexandre e Miguel

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25.04.2026

Muitas vezes, nas mais diversas áreas, é no estrangeiro que profissionais portugueses vêem reconhecidas as suas capacidades e retribuídas com majoração as suas funções. Ou porque os níveis salariais são efetivamente mais elevados (o que não é difícil suceder, tão baixo é, e tantas vezes, o pagamento em Portugal…), ou porque apenas conseguem verdadeiramente exponenciar os seus skills, as suas vocações, quando as exercitam fora de portas, fazendo de outras paragens a sua casa e de empresas internacionais o seu mundo.

Isso, evidentemente, confere-lhes uma visão alargada, urbi et orbi, necessariamente distinta e muito mais ampla em comparação com a concorrência nacional. Mas aumenta-lhes, quase em direta proporção, o síndrome de inveja, tão típico e tão amplo num país geograficamente tão pequeno, e que tantas vezes não tem mesmo noção dos seus limites físicos e das suas limitações estruturais.

No treino desportivo e, em particular, no do futebol, Portugal dá cartas no talento e na belíssima imagem além-fronteiras que foi construindo ao longo dos anos, alicerçada em competência, mérito, ciência e capacidade inolvidável de adaptação a novas tendências e novas exigências.

Trago-vos hoje três nomes que bem ajudam a dar forma ao que escrevi, e que, cada um a seu modo, muito têm honrado a sua profissão e o país que representam, embora um deles tenha nascido em Moçambique, e também transporte, sempre, a Princesa do Índico na sua fantástica bagagem.

Carlos Queiroz (é dele que falo), é um dos principais responsáveis pela revolução no treino de futebol em Portugal, e pela exportação de um talento único e indiscutível, o do treinador-professor, baseado numa componente de........

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