E se a Bola for mesmo dourada?…
Todos os anos a mesma coisa: a comunidade do futebol internacional escolhe os seus favoritos, especula, lança palpites, por vezes acerta, muitas outras passa ao lado da vontade e da perceção de quem, efetivamente, tem a possibilidade de votar para eleger o melhor futebolista do mundo.
Desde logo, esta expressão: parece-me muito arrojado tentar encontrar, num planeta de talentos e de eleitos para o belo jogo, apenas um representante, apenas um vencedor, embora saibamos que a carreira a nível de clubes e seleções, no período de avaliação, é um elemento quase determinante para ficar bem posicionado.
Nesse sentido, a Liga dos Campeões da UEFA e, em ano de Mundial, o desempenho da respetiva seleção nacional, é muito significativo, e Lamine Yamal, absolutamente dececionado o ano passado com a conquista de Ousmane Dembélé, surge hoje num patamar de maior luta pelo cobiçado prémio.
O jovem do Barcelona é um génio do futebol, mas tem ainda um longo percurso profissional para trilhar, alicerçado no seu clube e em quem o orienta. O seu pai não foi feliz na reação à vitória do francês na última eleição, e esse, definitivamente, não foi um bom exemplo de quem deveria representar a família, um alicerce essencial para a formação do Homem, mais do que do futebolista.
A determinada altura, percebeu-se que Lamine tinha arrepiado caminho e ganho concentração e foco para exponenciar a sua inegável qualidade. O jovem espanhol lucrou muito com a consistência competitiva e as mais-valias da sua seleção, entretanto sagrada campeã do Mundo, sendo também campeão espanhol pelos culés, embora a competição europeia de clubes não tenha corrido de........
