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Meias partes não chegam para ser campeão

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19.08.2026

Volvidas as duas primeiras jornadas, já se podem extrair algumas impressões sobre o futebol jogado que nos acompanhará ao longo de uma época iniciada em pleno período estival e que se prolongará até à primavera do próximo ano. Será, por isso, muito precipitado formular sentenças definitivas com base no desempenho das equipas nesta fase embrionária da temporada e, em particular, projetar quem será o campeão em maio de 2027, tanto mais numa altura em que os clubes continuam a refazer os seus plantéis, com entradas e saídas ainda por fechar até 4 de setembro.

No caso do Sporting, perante um processo de renovação assumido, marcado quer pela saída de jogadores que sustentaram muitas das vitórias dos pretéritos anos, quer pela chegada de vários reforços e pela aposta em jovens ainda em processo de afirmação, seria injusto transformar as primeiras dificuldades da temporada numa condenação antecipada do trabalho desenvolvido pela estrutura na transição para um novo ciclo.

Ainda assim, duas jornadas podem ser suficientes para revelar sinais, confirmar sensações e, sobretudo, identificar comportamentos que não nasceram agora. E aquilo que o Sporting mostrou diante do Estrela da Amadora e do Vitória SC deve inquietar Rui Borges, os jogadores e todos aqueles que ambicionam verdadeiramente a reconquista do campeonato nacional.

Na Reboleira, o Sporting realizou uma primeira parte globalmente positiva, ainda que perdulária, somando remates e várias oportunidades para chegar ao intervalo em vantagem. Entrou depois de forma ainda mais forte no segundo tempo, marcando logo a abrir por Zalazar, justificando o valor investido na sua aquisição não só pelo golo marcado, mas mais até pela forma como inventou sozinho o segundo com uma assistência de morte para Ioannidis ampliar a vantagem.

Quando tudo fazia antever uma........

© A Bola