Era o que faltava Vinícius não poder festejar um golo
Fernando Mendes Soares Gomes. Eternamente, Gomes, o bibota. Dizia ele — numa das frases que povoa o imaginário de muitos de nós que crescemos nos anos 80 — que «marcar um golo é como ter um orgasmo». Ao serviço de FC Porto (355), Gijón (16), Sporting (38) e Seleção Nacional (11), foram 420 as vezes que tocou o céu.
Durante noventa minutos e uns pozinhos, o futebol é tensão, é cálculo cada vez mais matemático para se ocuparem espaços ao centímetro, é receio de falhar e entrar na história pelas piores razões. O golo quebra tudo isso, é um instante de libertação, de alegria pura, de afirmação. Alguém, em miúdo, sempre que escolhíamos linhas para mais uma final na rua ou no recreio da escola, se oferecia para ir à baliza?
Quando Vinícius assinou, na Luz, o golo que redundaria na derrota do Benfica diante do Real Madrid, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, estava só a celebrar a beleza e importância do........
