O ringue e o silêncio
A diferença entre Florentino Pérez e Rui Costa não se mede por títulos nem por popularidade, mas pela forma como enfrentam o que o futebol impõe aos que têm de decidir. Pérez, também reeleito este ano, tal como Rui Costa, convocou eleições antecipadas no Real Madrid, mesmo com sete Champions League no currículo e uma base sólida de confiança. O gesto é simples e ao mesmo tempo complexo: dá voz aos sócios, enfraquece qualquer oposição e, acima de tudo, projeta uma imagem de líder que não espera ser desafiado para agir. Demonstra clareza e audácia, um movimento pensado para controlar a narrativa antes que a narrativa o controle a ele.
Há aqui algo a elogiar, não apenas pela estratégia, mas pelo sentido de presença. A liderança aparece como uma exigência de visibilidade, de decisão e de coragem, e Pérez dá a lição de que um presidente de um grande clube deve saber saltar para o ringue mesmo........
