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Do sonho europeu ao pesadelo de Alvalade

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30.04.2026

O Sporting já conheceu antes esta sensação de vertigem competitiva. Na época 2004/05, com José Peseiro, a reta final ficou marcada por uma sucessão dolorosa de perdas: foi-se a Taça de Portugal, foi-se o campeonato, foi-se a final europeia e foi-se também o acesso direto à Liga dos Campeões.

Duas décadas depois, a história não se repete da mesma forma, mas a memória regressa como eco emocional.Há menos de quinze dias, depois da avalanche emocional frente ao Bodo/Glimt, o Sporting ainda tinha vivo o sonho europeu, mantinha-se no caminho da Taça de Portugal e podia alimentar a ambição do tricampeonato.

Hoje, o cenário é profundamente diferente: eliminado da UEFA Champions League, afastado definitivamente do tri e com o 2.º lugar cada vez mais distante, porque já não depende apenas de si. Neste momento, resta a Taça de Portugal, próxima, mas longe de estar garantida.

Podemos tentar explicar o desaire de várias formas: o cansaço físico, as lesões, as opções do treinador ou uma postura pouco ambiciosa e pouco ofensiva perante vários adversários. Mas este artigo procura, uma vez mais, olhar para o lado psicológico da competição: a exaustão emocional, a perda de confiança, de energia e de controlo, bem como os fantasmas do passado que habitam a memória........

© A Bola