Dos fracos não reza a história
«Os seres humanos são maravilhosamente imprevisíveis. Quando colocados num estádio e as suas esperanças e medos são expostas perante milhares de espectadores, são capazes de fazerem coisas extraordinariamente interessantes ou potencialmente inoperantes.»
Patmore C. (1823-1896)
«O rendimento ótimo tem muitas vezes como primeiro obstáculo a incapacidade de o jogador ultrapassar o seu próprio receio para enfrentar a competição. Por vezes existe uma diferença abismal em participações excelentes no treino, com performances verdadeiramente chocantes nas competições realizadas. É como se tudo fosse desaprendido ou esquecido.»
«Uma das grandes dúvidas de um treinador de hoje é saber como se pode ir além da motivação dos seus jogadores, como é possível tornar o grupo impermeável a pressões que chegam de fora, como ajudar o jogador a ter mais confiança em si próprio e a ter menos medo dos momentos decisivos, como conseguir alta competência a elevadíssimos níveis de pressão psicológica.»
Perante as reflexões acima expressas, muito em especial a que se refere a Artur Jorge (no momento meu líder da equipa técnica no FC Porto), que me moveu um extravasante entusiasmo, no sentido de partir para uma viagem de sonho no estudo desenvolvido (1994/1997) no primeiro Mestrado em Portugal em Psicologia Desportiva na Universidade do Minho, superiormente orientado pelo Professor Doutor José Cruz. Frente a uma notável equipa de docentes (nacional e internacional), permitiu-me olhar a dinâmica do treino absolutamente contextualizada no valor do homem para além das vertentes físico e biológicas e que mais tarde (2004/2011) conferi com o esfuziante apoio do meu tão amado e saudoso Professor Doutor Manuel Sérgio, associando a magistral competência técnico pedagógica e científica dos Professores Doutores Pedro Guedes de Carvalho e José Antunes de Sousa, o Doutoramento em........
