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Operação ‘Apito Desafinado’

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06.07.2026

É impensável começar a época de 2026/27 do futebol profissional sob o signo da suspeição. Se tal suceder, aberta que foi a caixa de Pandora, a anarquia instalar-se-á e a credibilidade das instituições ficará minada pelo ‘bicho’ da suspeição.

Precisa-se, pois, de ações céleres, quer de quem investiga, quer de quem está em xeque. Iniciar a temporada com este clima irrespirável será a suprema irresponsabilidade. Luciano Gonçalves, eleito presidente do Conselho de Arbitragem depois de uma disputa nas urnas com Jorge Sousa, possui legitimidade própria para o exercício de funções. Porém, após as várias posições vindas a público e a entrada em cena do Ministério Público, é fácil constatar que se encontra numa posição demasiado fragilizada para proceder a nomeações e gerir o setor.

Esta situação não pode passar ao lado da Liga Portugal, que tem o dever de garantir a integridade das competições que tutela, nem sequer dos clubes, que não podem estar sujeitos a movimentarem-se num terreno armadilhado, onde todos desconfiam de todos.

E há, também, a questão dos árbitros, pouco interessados, decerto, em darem a cara dentro das quatro linhas enquanto tudo não estiver em pratos limpos. Porque serão eles, ao primeiro deslize, a subirem ao pelourinho para serem escarnecidos pelos adeptos e vilipendiados pelos........

© A Bola