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No futebol português, quem grita mais ganha?

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08.03.2026

A chegada de Frederico Varandas, André Villas-Boas e Rui Costa trouxe a esperança de uma nova cultura no futebol português. Alguns anos depois, percebemos que mudou a geração, mas não mudaram as atitudes.

As declarações recentes de Varandas e Villas-Boas são um bom exemplo da forma como o futebol português continua a ser liderado. Nas reuniões da Liga e da FPF fala-se frequentemente de união e de interesses comuns. No momento das decisões, porém, o cenário muda por completo. Sempre que um título está em causa, os presidentes surgem no espaço público para atacar os rivais, questionar a integridade dos adversários e apontar a arbitragem como responsável pelos seus insucessos.

Fica a ideia de que os campeonatos se decidem mais pelas decisões dos árbitros do que pela qualidade coletiva e individual das equipas. Sendo esta constatação tão óbvia, por que motivo os presidentes dos três grandes não alteram a sua forma de liderar?

Falta de cultura desportiva

Ser presidente de um grande clube representa uma enorme responsabilidade. Não só representam milhões de adeptos como a sua forma de liderar acaba por influenciar todo o futebol nacional. As palavras e as atitudes de quem ocupa este cargo têm impacto direto na forma como o jogo é vivido dentro e fora do estádio. Quando Frederico Varandas, André Villas-Boas e Rui Costa chegaram ao poder, muitos acreditaram que essa influência poderia ser utilizada para promover uma cultura diferente. Presidentes mais jovens, com percursos........

© A Bola