Mensagem de Ano Novo a pensar nos vimaranenses
Cabendo-me escrever no dealbar do ano findo, e na alvorada no novo ano, proponho-me partilhar algumas reflexões que, pese embora antecipe a sua inconsequência, me parece oportuno fazer. Porque não obstante alguma desesperança para quem pretende ver o nosso futebol como algo que se cinja ao desportivismo, à competitividade, à bola a rolar no relvado, não podemos baixar os braços e desistir de fazer alguma pedagogia sobre o que ele deveria ser; até que talvez um dia o seja.
A primeira será sobre o desapontante comportamento dos agentes desportivos: sobretudo treinadores e presidentes. Sem pretender de modo algum ser indelicado com os dirigentes e treinadores desportivos de outros tempos, penso poder ser acompanhado no pensamento de que temos hoje, nos principais clubes nacionais, dirigentes e treinadores de um nível educacional e formação moral assinalavelmente superiores ao que sucedia no futebol português de há uns anos. Estamos, diria, a assemelhar-nos ao que víamos no dirigismo desportivo do resto da Europa. Mas essa circunstância, ao invés de trazer intervenções menos apaixonadas e mais objetivas, tem-nos brindado com um nível de agressividade na análise aos jogos, na promoção da contínua névoa de suspeição que, sinceramente, se em alguma coisa se distingue do que........
