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Cascais: Um caso de "batota" na Assembleia Municipal

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17.08.2026

Desde cedo ouvimos dizer que “o povo é quem mais ordena”, que a sua voz não se cala e que a sua vontade é soberana ou, pelo menos, assim deveria ser.

Mas o que tenho aprendido nos últimos tempos é que, aparentemente, vale tudo para alimentar egos feridos e objetivos políticos. Depois de a população do concelho de Cascais ter expressado, através do voto, a sua vontade, há quem, na Capital Europeia da Democracia, se considere dono dessa mesma vontade.

Os votos depositados pelos cidadãos nas urnas, atribuídos a partidos ou a forças independentes, são invioláveis ou, pelo menos, deveriam sê-lo. É, aliás, esse um dos pressupostos do princípio da intangibilidade do ato eleitoral. Mas vejamos o que aconteceu. Uma deputada eleita pela lista do Partido Socialista aceitou um cargo remunerado por nomeação do executivo camarário e decidiu, posteriormente, passar a exercero mandato como deputada “independente”.

A coligação executiva PPD/PSD, CDS-PP e Chega viu nesta situação uma oportunidade para reduzir ao máximo a representação do PS enquanto principal força da oposição na Assembleia Municipal. A esta coligação........

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