O caminho faz-se de olhos abertos. Editorial de Rui Tavares Guedes
Dentro de poucos dias, a VISÃO vai celebrar o seu 33º aniversário. É mais um marco no calendário de uma bela história iniciada a 25 de março de 1993, com uma capa sobre a guerra que então martirizava Angola, contada aos leitores através do trabalho de duas equipas de enviados especiais. Nesse número inaugural, os repórteres José Plácido Jr. e Inácio Ludgero relatavam, em exclusivo, a agonia de milhares de angolanos após a terrível Batalha de Huambo, enquanto Filipe Luís e Gonçalo Rosa da Silva contavam os meandros da rota secreta dos diamantes, nas minas da Lucapa, junto à fronteira do que então ainda se designava Zaire. Durante o seu trabalho de reportagem, as duas equipas passaram pelas dificuldades habituais que os repórteres têm de enfrentar quando são chamados a cobrir um conflito: estiveram debaixo de fogo, tiveram de iludir a vigilância daqueles que querem esconder a realidade, foram ameaçados e até detidos, durante algumas horas, pelas autoridades.
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