Saramago fora das aprendizagens essenciais. Não conheço os argumentos (ditos técnicos), mas estou contra!
Sim, é com esta brutalidade, não apenas de falta de elegância, como de argumento, que me sito face às notícias que saíram sobre a saída das obras de José Saramago da lista de obrigatórias no ensino secundário, tornando o autor opcional. O que se encontra em consulta é o resultado de um trabalho técnico, diz o ministro, procurando relativizar e retirar todo o quer peso político de uma eventual decisão.
Mas a decisão, se vier a ter lugar, é profundamente política, naquilo que a palavra tem de pior. E há tradição neste campo. A (má) memória vem desde tempos distantes, quando, em 1992, um subsecretário de Estado da Cultura de um governo de Cavaco Silva censurou a indicação de Saramago para o Prémio Literário Europeu. O governante alegou que a........
