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Gestos que podem valer mais do que um donativo

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16.09.2026

Quando falamos de caridade, pensamos, muitas vezes, em dinheiro: no donativo que fazemos, na instituição que apoiamos, na causa para a qual contribuímos. E, embora os recursos financeiros sejam indispensáveis para responder a muitos problemas sociais, há situações em que dar tempo pode valer tanto – ou até mais – do que dar dinheiro. Parar, escutar, acompanhar, estar presente ou simplesmente fazer companhia são gestos que não cabem numa transferência bancária, mas que podem ter um impacto profundo na vida de alguém. 

É também por isso que importa olhar para a ideia de “caridadezinha” com olhos sérios: a solidariedade não deve ser reduzida a gestos ocasionais que nos fazem sentir bem, ou a uma resposta pontual à necessidade do outro. Dar, seja dinheiro, tempo ou atenção, implica reconhecer o outro na sua dignidade e perceber que, muitas vezes, aquilo de que mais precisa não é de uma esmola, mas de alguém que esteja verdadeiramente disponível para si. 

Em Portugal, continuam a existir situações de pobreza e exclusão que nos........

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