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A Tirania do Polegar: quando o silêncio se disfarça de resposta

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24.04.2026

Há momentos, cada vez mais frequentes, em que o ecrã acende — e, no lugar de uma resposta, surge um ícone. Um polegar erguido. Seco. Asséptico. Encerrado em si mesmo. E, nesse instante insignificante, algo se quebra. Não estrepitosamente, mas de forma íntima e persistente. Porque esse gesto, vendido como neutro, está longe de o ser.

O polegar não responde: despacha. Não dialoga: encerra. É a versão digital de um silêncio que se quer educado, mas que, na verdade, comunica desinteresse. Quem o recebe sente‑o como uma tradução sumária do que acabou de acontecer: horas de pensamento, cuidado, nuance ou vulnerabilidade devolvidas com um símbolo que cabe num pixel. É pouco. E sabe‑se que é pouco.

Talvez por isso este gesto carregue um peso simbólico maior do que parece. Ao longo da história, o polegar nunca foi um mero ornamento do corpo. Na Roma antiga, um simples movimento desse dedo decidia destinos: absolvia ou condenava na arena, conferia vida ou sentenciava a morte. Hoje, longe dos coliseus, o gesto........

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