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Uma vitória a exigir um Presidente à sua altura

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12.02.2026

1. Sei bem que o que possa escrever sobre esta 2ª volta das presidenciais, para ser publicado quatro dias depois de conhecidos os seus resultados, repetirá alguma coisa do que já foi escrito e dito por outros. Embora não o tenha lido, e ainda menos ouvido, pois por várias razões não frequento a atual multidão de comentadores, apenas um ou outro que vale a pena – como não frequento as redes sociais, apenas leio sempre um blogue como o de Francisco Seixas da Costa. Mas atendendo ao que esta coluna em geral tem sido, por vezes afastando-se até do que pretendia fosse, e atendendo a que escrevi sobre todas as eleições realizadas após o 25 de Abril, registo meia dúzia de notas sobre as de domingo.

Que devem ser lidas em conjugação com a coluna de há duas semanas, na qual, comparando a 2ª volta de agora com a das presidenciais de 1986, sublinhei as abissais diferenças entre Freitas do Amaral e André Ventura – e na qual também critiquei a posição de não tomar posição, de lavar as mãos, de Montenegro/PSD/AD, estando em causa o essencial. Ou seja, uma opção claríssima entre: a) quem defende a democracia, os direitos humanos, o 25 de Abril, a Constituição da República, o respeito pelos outros, o diálogo e a moderação; e, b) quem combate ou põe tudo isto em causa, reclamando-se de uma luta radical contra o “sistema”.

O “sistema”? Democrático, não temos outro. E este deve ser aprofundado, aperfeiçoado, combatendo-se o que nele está ou pode estar mal. Nunca abatido e substituído por outro, que só pode ser não democrático, autoritário, com um, dois ou três Salazares “adaptados” ao nosso tempo…  

2. Como obviedades, creio que indiscutíveis, temos:

a) Uma grande vitória de António José Seguro. Isto é: dos valores que na circunstância representou e dele próprio pela forma como os assumiu, superando dificuldades e obstáculos em circunstâncias à partida muito adversas;

b) Face ao que nesta 2ª volta se propuseram e afirmaram provável ou possível, uma grande derrota de André Ventura/Chega, inseparáveis porque........

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