Prémio Laranja Amarga para a melíflua diplomacia de apaziguamento de Trump
Quatro anos de guerra na Europa, superando já a participação russa ou americana na II Guerra Mundial e aproximando-se da duração total deste conflito, obrigam a uma reflexão sobre a ordem internacional assente no primado do direito, na resolução pacífica de conflitos no quadro das Nações Unidas e o caminho de dúbia irrelevância seguido pela diplomacia portuguesa.
Portugal, num contexto de uma posição tradicionalmente solidária no acolhimento de refugiados, que unia todas as forças políticas até à erupção do fenómeno Chega, recebeu cerca de 55 mil ucranianos no quadro do mecanismo de proteção temporária que pela primeira vez foi acionado pela União Europeia em 2022.
Já relativamente a outros refugiados o Governo Montenegro, fazendo parceria com a Hungria de Orban e a Eslováquia de Fico, recusou participar, em 2026, no mecanismo de solidariedade europeu que nos determinava o acolhimento de 410 pessoas provenientes de campos de refugiados na Grécia e na Itália, preferindo pagar mais de 8 milhões de euros para se livrar desse encargo humanitário e solidário com os nossos parceiros.
Igualmente, em matéria de apoio militar e logístico à Ucrânia, apesar das palavras frequentes de apoio moral e político, Portugal tem-se caraterizado por uma grande frugalidade no apoio concedido, muito distante do que tem sido prestado pelos países bálticos, nórdicos e pelas maiores economias europeias. O contributo nacional tem sido pelo mínimo denominador comum, seguindo as deliberações do Conselho Europeu, isto é, sem qualquer empenho na compensação do abandono da Ucrânia pela administração Trump.
Mas mais grave é a reiterada bonomia com que o Governo de Montenegro e o seu ministro Paulo Rangel se referem aos atentados ao direito internacional de Donald Trump.
Só em 2026 temos já........
