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A urgência das reformas estruturais

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16.04.2026

Não há mais como tapar o sol com a peneira. O País está atolado, preso a um imobilismo incompreensível para uma nação que quer andar para a frente num contexto internacional de extrema incerteza e acesa concorrência entre países e blocos económicos. Portugal não se pode dar ao luxo de ficar sentado a ver a banda passar.

Por muito que custe a muitos quadrantes políticos ouvir isto, o País está refém de franjas da sociedade que vivem presas a velhos ideais que já não fazem sentido nos tempos que correm. Será justo que um país inteiro viva refém do atavismo crónico destes grupos?

O proverbial murro em cima da mesa já vem tarde. As reformas estruturais são precisas para ontem. Mas o que é preciso fazer?

Comecemos pela economia. As pessoas votam com o bolso, diz-se, e há boas razões para isso. Parecendo que não, a vida vai levando-se melhor com dinheiro para a viver. É, portanto, altura de olharmos para a nossa economia para tentarmos perceber quais os setores verdadeiramente estratégicos, aqueles sem os quais não conseguimos organizar a nossa vida em sociedade.

Da habitação à energia, dos transportes aos recursos naturais, da saúde à banca, não faz mais sentido que estes setores sejam guiados........

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