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Ressuscitar no futuro? Entre a Ciência, a esperança e os limites da condição humana

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30.03.2026

A ideia de “ressuscitar” sempre pertenceu ao domínio da religião, da filosofia e da ficção. Durante séculos, foi entendida como um milagre divino, inalcançável pela mão humana. No entanto, os avanços recentes da ciência — em particular no campo da criogenia e das neurociências — estão a trazer esta possibilidade para um território inesperadamente real. Mas será que estamos, de facto, mais próximos de vencer a morte? E, mais importante ainda, devemos tentar fazê-lo?

A criogenia consiste na preservação de corpos (ou apenas cérebros) a temperaturas extremamente baixas, com o objetivo de, no futuro, quando a ciência o permitir, restaurar a vida, e até resolver problemas de saúde que ora então não tinham solução. Embora durante muito tempo tenha sido vista como pseudociência, os progressos técnicos têm vindo a alterar essa perceção. Um dos exemplos mais recentes vem de uma investigação conduzida por um cientista inglês que conseguiu preservar e reativar parcialmente a atividade cerebral de um camundongo. Embora este feito esteja longe de significar uma “ressurreição”, representa um avanço........

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