Quando o calor extremo avança, o oceano se destaca entre as soluções
Quando o calor extremo avança, o oceano se destaca entre as soluções
Os vendavais que atingiram o Sul do Brasil e o interior e o litoral paulistas, o veranico em pleno inverno e as ondas de calor acompanhadas por incêndios florestais que castigaram países como Espanha e França não são episódios isolados. São sinais de um planeta que está mudando diante dos nossos olhos.
Foi impossível não pensar nisso durante minhas participações em rodas de conversa e painéis na São Paulo Climate Week, incluindo debates sobre o papel do oceano na ação climática. A pergunta que ficou ecoando foi simples: Como vamos adaptar nossas cidades para um mundo cada vez mais quente?
Os anos de 2015 a 2025 foram os mais quentes já registrados. Na Austrália, a bordo do veleiro Kat, durante a expedição Voz dos Oceanos, sentimos um calor atípico em relação a tudo o que havíamos vivido em quatro décadas de navegação. E as ondas de calor vêm se tornando mais frequentes, intensas e prolongadas.
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