Quem responde pelas mortes de mulheres que o Estado não protege?
Quem responde pelas mortes de mulheres que o Estado não protege?
Imagino que não seja tarefa das mais fáceis mover as estruturas de um Estado com o tamanho do brasileiro para efetivar uma política pública na última rua do último bairro da periferia de alguma entre as menores cidades do país. Mas, neste caso, fazer isso não é só necessário e urgente. É uma tarefa civilizacional.
Em 2025, quatro mulheres foram mortas por dia no país, mais de 1560 no total. E os números não param de crescer. Lançado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública na quarta-feira, 4, o relatório Retratos dos Feminicídios no Brasil apontou também que mais de 41% dos crimes cometidos contra mulheres acontecem em cidades com até 100 mil habitantes, que são justamente aquelas que menos possuem a presença física da rede de proteção.
Entre os municípios com este perfil, apenas 5% possuem delegacia da mulher e 3% contam com casas abrigo, serviço de acolhimento provisório e sigiloso para quem está em situação de violência doméstica e familiar. Ou seja, onde mais se precisa da presença física das políticas públicas de apoio e proteção é onde menos elas se........
