'Fé pode ser o espaço do encontro', diz cineasta Vivi Borari
'Fé pode ser o espaço do encontro', diz cineasta Vivi Borari
"A Fé Que Move Rios", filme dirigido pela cineasta paraense Vivi Borari, faz na tela o exercício que o Brasil precisa fora dela: convida os diferentes em busca daquilo que os torna mais parecidos que se imagina, mais iguais do que gritam por aí os interesseiros do cada um para o seu lado. Enquanto quem segue ganhando? Os mesmos de sempre.
"Queríamos mostrar que a fé também pode ser o espaço do encontro, não da separação", explica Vivi. Ao lado de outras quatro mulheres de Santarém, no oeste do Pará, ela fundou a Apoena, uma produtora que conta histórias e pessoas a partir do Baixo Tapajós. Um cinema em primeira pessoa, a partir de um território que se cansou de ser interpretado de dentro para fora.
Um cinema que conta pessoas feito a católica Ingrid Sabrina, a umbandista Rebeca Tupinambá e o evangélico Darlon Neres, os personagens de um filme sobre as diferentes formas de se relacionar com o sagrado: "Unidos por uma mesma fé em defesa da vida que está nos territórios, nas florestas e nos rios", explica a diretora. Buscando responder como é que o sagrado de cada uma se relaciona e preserva a Amazônia brasileira, a produção materializa a fé em obras em um documentário que é uma aula na forma e no conteúdo.
Elio GaspariNovas lombadas virão........
